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ocalizada no sudeste da província de Salta (a 1660 metros), forma parte dos vales Calchaquíes, uma rede de savanas e montanhas com 520 quilômetros de extensão, onde se unem três províncias: Tucumán, Salta e Catamarca.

A origem do nome permanece desconhecida. Há quem afirma que surge do quíchua, outros dizem que remonta-se à língua dos diaguitas, um conjunto de povos aborígenes independentes que falavam em cacán, idioma do que “cafayate” pode ser traduzido como “sepultura de magoas”. 

De acordo com o dicionário de regionalismos de José Solá, significa “caixa d’água”. Outra versão afirma que vem da transformação da palavra Capac- yac, que significa “grande lago”. Finalmente, pode vir também de Capa-Yaco, que significa “lago chefe” ou “povo que possui tudo”.

Mesmo sem uma única definição para o nome desse lugar, as que existem, cada uma delas com suas metáforas, trazem uma definição perfeita do que é Cafayate, uma região que tem tudo.

 

Com uma forte presença vinícola por excelência, produz as cepas Malbec, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Tannat, Bonarda, Syrah, e Tempranillo, contudo, sem dúvida alguma a joia da região é o torrontes. O clima ideal (úmido com temperaturas extremas que vão do 0 aos 35 graus centígrados) e uma mistura de terras avermelhadas áridas com escassa vegetação fazem com que a região desenvolva com especialidade essa cepa doce, reconhecida mundialmente por ser muito saborosa.

A Quebrada de la Conchas ou do Cafayate, que inclui os territórios dos departamentos de La Viña, Guachipas e Cafayate, trata-se de um acidente geológico moderno, fruto dos movimentos tectônicos que ocorreram nos últimos dois milhões de anos, com o descobrimento de uma importante jazida paleontológica do período cretáceo. Na reserva aparecem inúmeros vestígios fósseis, entre eles pegadas de dinossauros, rãs e peixes, assim como estromatólitos (leitos de pedra em água), evidência da última entrada do mar no continente, há 15 milhões de anos atrás.

O departamento ainda possui uma ampla variedade de amostras culturais dos povos aborígenes, representados em terraços para cultivo, pinturas rupestres, almofarizes e restos de construções que são parte da região desde 200 a.C.

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